Sínodo Pan-Amazônico: “Levanta-te e come! Ainda tens um caminho longo a percorrer”


As perguntas anexadas ao documento preparatório para o Sínodo Pan-Amazônico, publicado no dia 8 deste mês pelo Vaticano, “revelam a atitude dos autores do texto, que procuram iniciar um diálogo e não antecipar respostas”, pontua o teólogo Paulo Suess à IHU On-Line, ao comentar o documento que foi enviado para dioceses e prelazias brasileiras pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB e também está disponível na internet.

Na avaliação de Suess, o núcleo do documento está diretamente relacionado com o objetivo central do Sínodo Pan-Amazônico, que é a busca por “novos caminhos” para a evangelização na Amazônia. Isso fica explícito, informa, nas 18 vezes em que o documento menciona a necessidade de se buscarem “novos caminhos”. Essa busca, frisa, está articulada com três questões fundamentais apresentadas no texto: “a questão dos sujeitos e protagonistas”, à medida que “o Sínodo está sendo realizado pelos bispos, para e com os povos amazônicos”; “a construção de uma Igreja com rosto amazônico”, que “visa à construção de uma Igreja descolonizada, inculturada e contextualizada”; e “um novo estilo de vida de todos”, a partir de “caminhos dialogais e interconectados”, nos quais o “processo de evangelização não pode ser separado do zelo pelas culturas, nem do cuidado com o território e a ecologia”.

Veja também: Por que o Sínodo da Amazônia “poderia mudar a Igreja para sempre”?

Na entrevista a seguir, concedida por e-mail para a IHU On-Line, Suess também destaca que a avaliação geral do documento preparatório depende de premissas que Kant formulou em suas três Críticas: Que podemos saber? Que devemos fazer? Que podemos esperar? “Nos três campos — no saber, no fazer e no esperar — aguardam a Igreja tarefas gigantes, tanto na preparação do Sínodo como na sua realização, em outubro de 2019”, conclui.

Paulo Suess | Foto: Xaverianos.org.br

Paulo Suess é doutor em Teologia Fundamental, fundador do curso de Pós-Graduação em Missiologia, na então Pontifícia Faculdade Nossa Senhora da Assunção, em São Paulo, assessor teológico do Conselho Indigenista Missionário – Cimi e professor em várias Faculdades de Teologia no ciclo de Pós-Graduação em Missiologia.

Que podemos saber? Que devemos fazer? Que podemos esperar? Nos três campos — no saber, no fazer e no esperar — aguardam a Igreja tarefas gigantes, tanto na preparação do Sínodo como na sua realização, em outubro de 2019 – Paulo Suess

Confira a entrevista.

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